Violino 4/4 Profissional Angelo Di Piave, Messiah, A. Stradivari 1716

  • R$ 5.199,00


  • Pague somente R$ 4.939,05 à vista no boleto bancário.

  • ou em até 10x de R$ 519,90 sem juros no cartão

Estimar frete

VIOLINO 4/4 PROFISSIONAL ANGELO DI PIAVE, MESSIAH, A. STRADIVARI 1716

Violino profissional de atelier, construído em 2018 dentro dos conceitos italianos da liuteria clássica.
Este modelo é baseado nas plantas do liutaio Antonio Stradivari, inspirado mais especificamente no violino 'Messias' (Messiah-Salabue) de 1716.

Construção artesanal tradicional a partir de madeiras selecionadas e com boas características sonoras.
Tampo em pinho e fundo bipartido em acero com maressaturas largas, belíssimas e marcantes.
Acabamento marrom claro alaranjado similar ao instrumento original de Stradivari.
Verniz com pouco brilho aplicado à mão realçando os detalhes da madeira.

As fotos são do próprio instrumento, não são imagens de arquivo.
O instrumento possui cavalete Aubert, France ajustado artisticamente com incrustação de osso.
Montado com jogo de cordas Thomastik Dominant e um micro-afinador fixo preto e dourado na corda mi.
Os acessórios são de ébano.

Os instrumentos de liuteria Angelo Di Piave não acompanham outros acessórios como: breu, arco, espaleira e estojo.
Esses acessórios podem ser adquiridos separadamente.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Sobre o violino Stradivari "Messiah-Salabue" 1716:

Stradivari (1644 - 1737) foi o mais talentoso liutaio da cidade de Cremona, Itália, que é o berço da liuteria clássica.
A obra do mestre é classificada em três períodos: o primeiro em que havia forte influência do trabalho de Nicolò Amati; o segundo em que começou a desenvolver seu estilo próprio; o último que é chamado de período de ouro, entre 1700 e 1720 aproximadamente.

Em 1716 ele produziu um violino que nunca vendeu, exatamente em seu período de ouro.
Depois de sua morte, seu filho Paolo vendeu o instrumento em 1775 para o conde italiano Ignazio Alessandro Cozio di Salabue (1755–1840), o primeiro e um dos mais importantes colecionadores e conhecedores de violinos da história. 
E esse passou a ser o nome do violino, inicialmente, já que o Conde Salabue foi o seu primeiro proprietário.

Em 1827, Cozio vendeu o instrumento para Luigi Tarisio (1796 - 1854), outro italiano que também era apaixonado por violinos e foi um grande colecionador, dealer e especialista na área. Tarisio se encantou pelo instrumento, que apesar de ter mais de 100 anos ainda estava novinho. Tarisio ia muito para Paris, levando instrumentos adquiridos no norte da Itália para negociar, e sempre falava de seu Stradivari 'Salabue', mas nunca o levava em suas viagens à França.

Numa dessas viagem à Paris, quando estava descrevendo as qualidades desse violino para o luthier J. B. Vuillaume, o violinista Delphin Alard que estava presente teria dito: "Ah, seu violino é como o Messias dos judeus, as pessoas o estão esperando mas ele nunca aparece". A partir desse momento o instrumento passou a ser apelidado de 'Messias'.
Tarisio nunca vendeu o violino, que permaneceu com ele até sua morte e nunca havia sido visto fora da Itália.

Então, J. B. Vuillaume foi atrás dos familiares de Tarisio em uma pequena propriedade rural perto de Milão, e fez a maior compra de sua vida: conseguiu adquirir o 'Messias' junto com outros 5 Stradivaris. Eram os melhores instrumentos da coleção de Tarisio.
Mas comprou também o resto da coleção que estava em um ático empoeirado em Milão, nada menos que 24 Stradivaris e outras 120 masterpieces de liutaios italianos.

Vuillaume também nunca se desfez do instrumento, sempre o tinha guardado em uma vitrine e não deixava ninguém tocá-lo, nos dois sentidos. Já próximo de sua morte, em 1872, ele permitiu que o instrumento fosse exibido pela primeira vez na Inglaterra, no South Kensington Museum. Apenas depois da morte de seu genro, o violinista Delphin Alard, seus herdeiros venderam o 'Messias' para W.E. Hill and Sons em 1890.

Trocou de mão mais algumas vezes mas voltou para a W.E. Hill and Sons, que doou o instrumento ao Ashmolean Museum of Art and Archaeology em Oxford, Inglaterra, em 1939.
O violino 'Messias' permanece em estado de novo, após mais de 300 anos de existência, fechado em uma vitrine. 
Foi tocado raramente por alguns violinistas sortudos, como Joseph Joachim em 1891 e Nathan Milstein em 1939.